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"MAIS VALE LUTAR POR DIGNIDADE ABERTAMENTE, DO QUE SE SUBMETER A CORRUPÇÃO EM SIGILO." Autor desconhecido
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sábado, 29 de março de 2014

O FIM PODE SER O COMEÇO


Tudo que morre fica preso na cabeça, é impossível viver com lembranças, tudo que se vai, fica vivo na lembrança, é muito difícil viver carregando um cemitério na cabeça. È muito difícil se viver de lembranças, é impossível se esquecer o que senti, é impossível viver.
Os redemoinhos nos levam para lugares antes imagináveis, as vezes só queremos que a ventania nos leve para qualquer lugar, preciso que o vento me leve para qualquer lugar, me leve sem destino.
Quem foi que disse que podemos escolher nosso destino, que a vida é uma linha reta e que quem manda na nossa vida somos nós, estamos perdidos em um mundo estranho, os homens não nascem iguais e dinheiro não traz felicidade. Quem inventou que o homem não pode chorar. Quem inventou que a vida começa aos 40 a minha acabou faz tempo.
A felicidade é uma constante e o amor alguém disse que existe, os dias passam lentos, todos os dias levo um tiro, todos somos iguais, mas também somos diferentes.
As leis são injustas quando não reconhecidas e a hipocrisia reina nos Governos e nas Igrejas, somos um país sem lei, uma pátria sem amor de homens que usam fardas sem saber porque lutam, a justiça não honra a sua rainha e a espada não corta do lado correto.
Somos seres humanos desumanos que protegemos os animais mas deixamos uma criança morrer de fome, não admitimos preconceito mas quando uma viado senta ao nosso lado ficamos desconfiados, porque o mundo é hipócrita de pessoas mesquinhas.
A luta a ser lutada é aquela que acreditamos, os homens que acreditaram são aqueles que saíram do comodismo de seus lares, e por isso são injustos porque abandonaram suas famílias.
Que país é este, que as pessoas vão as ruas para pedir redução no transporte público, mas quando são chamadas para o sufrágio universal votam nos mesmos corruptos que antes roubaram e lesaram a coisa pública.
Que país é este onde corruptos são ovacionados e lideres são presos, onde vamos chegar em um país sem regras onde nos escondemos em grades e bandidos zombam de nossa honestidade.
Uma coisa aprendi a cuidar de mim, fazer o que acho certo e viver de forma a acreditar naquilo pelo que vivi, portanto seja praieiro, bandoleiro, seja alegre, viva, conheça o mundo, lute pelo que acredita e VIVA!


QUE  DEUS ABENÇOE A TODOS!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

SEGURANÇA PÚBLICA SE FAZ COM CÉREBRO

Tropa da Operação Impacto realizada no Maranhão a frente o Capitão QOPM Joselito Mendes Costa

Em entrevista ao Comunidade Segura o ex-Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, defende que para que a Segurança Pública possa funcionar de forma plena deve se deixar de trabalhar com achismos, e ainda  num momento em que o país ainda se questiona sobre a inteligência das ações do Grupo de Ações Táticas Especiais no recente seqüestro em Santo André, que terminou com a morte de uma refém de 15 anos.
Ainda na entrevista declara que:
“O policial lida com pessoas e com situações diferentes a cada dia e deve desenvolver habilidades que permitam avaliar tecnicamente como agir em cada situação. A capacitação adequada e baseada no conhecimento científico, prático e nos estudos de caso impede que as emoções e os "achismos" sejam os comandantes das ações policiais. Sempre digo que no Brasil segurança pública sempre foi feita com o fígado, e não com o cérebro, que busca a técnica mais correta para cada situação.”


A falta de preparo não é dos policiais, conheço alguns que treina por conta própria e gastam mais de 1/3 do salário para sua qualificação profissional. Realmente como profissional de Segurança Pública a mais de 15 anos e já havendo trabalhado nas mais diversas atividades, desde trânsito, passando pelo policiamento ostensivo, penitenciária, atividade administrativa, segurança de autoridades, e inteligência de Governo, não acredito e sim, afirmo que o problema da Segurança Pública é único, é muita gerência política e falta de garantias e salário para os policiais, agentes penitenciários, guardas municipais, e vigilantes, porque hoje é inconcebível pensar em segurança e não dar o devido valor a cada um desses profissionais.

Segurança Pública são os homens e mulheres que a fazem, e não simplesmente burocratas sentados em birôs discutindo os erros dos policiais, queria que uma dessas autoridades que não conhecem a polícia ao menos por um dia passassem pela atividade de policiamento ostensivo, preferencialmente em incursões onde se pode ter a adrenalina de ter uma rajada de uma carabina passando a menos de 5 cm de sua cabeça, pois é, essa é a rotina de um policial, não saber se volta para casa e ainda deixar a família sem condições dignas de sobrevivência.

É muito fácil você trabalhar com um bom treinamento, ou melhor não é fácil, mas beneficia muito a atividade e torna a ação mais confiável e segura para a sociedade. Outro fator que deve ser comentado é que o policial que exerce suas atividades no Batalhão Especial de Pronto Emprego (Bepe), que “é um setor especializado de apoio à Força Nacional de Segurança Pública e surgiu como uma forma de disseminar doutrina e tecnologia de ponta para as polícias estaduais e de garantir a imediata atuação em casos de grave crise nos estados. Pela proposta, cada estado deve ceder 50 policiais durante um ano, entre homens e mulheres, para receberem treinamento.”. Essa declaração foi do Secretário, agora é importante mencionar que o policial do Bepe recebe uma bolsa que pode corresponder até três vezes o seu vencimento, dependendo de sua graduação/posto, e que por lá realmente se tornam policiais motivados. O problema é quando voltam a realidade falta de condições de trabalho e baixo salário essa motivação acaba e um policial bem treinado é prato cheio para as empresas de segurança privada e pior ainda os bicos, que muitas vezes são realizados com as armas oficiais.

A política de Segurança Pública tem que ser única e é necessário que se estabeleça uma identidade que deveria iniciar pelo seguinte:
- unificação da farda;
-Garantias constitucionais de inamovibilidade por ações de serviço, e de salário;
- Fornecimento de equipamentos individuais como coletes e rádios de transmissão;
- Treinamento unificado com aplicação de uma doutrina nacional de segurança e uma grade curricular unificada; e
- Exigência de ensino superior para profissionais de segurança.

Os cursos oferecidos pelo Senasp pelo sistema EAD, são realmente bons, contudo deveria se pensar em qualificar os profissionais de segurança garantido a eles o 3º Grau, através do EAD, pois já foi autorizado pelo MEC os cursos voltados aos profissionais de segurança, ver blog http://joselitomendes.blogspot.com/2010/02/ministerios-oferecem-cursos-superiores.html, essa seria uma forma de começar a mudar a forma como os profissionais de segurança são observados pela sociedade.

Observei um comentário que achei de extrema importância na entrevista realizado ao Secretário Nacional , cito na integra:
“As políticas de segurança pública no Brasil devem começar pelo Poder Público local que são os Prefeitos. As autoridades precisam entender de uma vez por todas que o crime não nasce grande, ele toma formas conforme a ineficácia do Estado em combatê-lo. Nós temos vários exemplos no mundo de Polícias Locais, as chamadas Polícias Municipais que agem na origem do problema e que são efetivamente comunitárias em suas origens. O Pronasci é um instrumento de muito valor agregado se tiver como prioridade, o policiamento comunitário , e isso pode e deve ser feito por quem já o faz, as nossas Guardas Municipais, que as PMs tanto repudiam. Porque não quebrar paradigmas e inserir essa nova polícia que aí está. A história nos mostra que as Guardas Municipais já eram polícia desde a época do Brasil Império quando foram comandadas pelo glorioso Duque de Caxias em 1832 e a história ducentenária dessas corporações se mistura com a própria história das PMs estaduais. Acreditamos no nosso Secretário Nacional de Segurança Pública, pois é uma pessoa altamente capacitada para o cargo que exerce, acreditamos no policiamento comunitário, acreditamos na eficiência do trabalho das Guardas Municipais nesse contexto e por fim, acreditamos no nosso País. Tripé de segurança pública, União, Estados Membros e Municípios, uma solução viável para contermos a escalada da violência no Brasil, esse é o caminho.”

É importante que seja esclarecido que a PM não repudia a guarda municipal, mas sim alguns políticos que a vem como mais uma forma de onerar a sua administração e da responsabilidade que advém de sua formação. A guarda municipal bem formada com treinamento adequado e com doutrina pré-estabelecida realizaria o mesmo serviço que é realizado pela polícia militar(que hoje em função da infinitas atribuições deixa de realizar a sua atividade constitucional para realizar diversas outras atividades, como o combate as drogas, ecoterapia, entre outros, esclareço desde já que não sou contra esses projetos mas acho que é uma carga a mais para quem já tem muito a fazer e não consegue cumprir de forma satisfatória suas atividades. 

Recentemente a polícia militar do MARANHÃO quando de forma inédita foi exonerado um Comandante Geral que não tinha a credibilidade da tropa, e nomeado um Coronel que era oriundo da tropa e comandou a segunda maior cidade do maranhão, Imperatriz. Esse Oficial articulou uma operação nos mesmos moldes das operações da POLICIA FEDERAL, recrutou policiais em todo o MARANHÃO em um total de cento e vinte homens, e escolheu criteriosamente os Capitães comandantes da primeira operação o Capitão PM Joselito Mendes Costa, com 07(sete) anos no posto de Capitão e 18(dezoito) anos de Policia Militar, tendo ingressado como cadete no ano de 1995, foi um dos Comandantes da Operação Impacto.

Essa operação conseguiu trazer de volta a PAZ nos lares da região metropolitana do Maranhão e efetuou diversas prisões de elementos de facções criminosas, a POLICIA MILITAR de forma eficiente e firme e alcançou o objetivo ao final da operação.

Nos bairros da grande São Luís percebeu-se uma grande melhoria da qualidade de vida das pessoas e quando perguntado para a tropa de HERÓIS que fizeram a operação impacto todos eram unânimes em dizer: "Trabalhamos para a moralização da policia militar, para recuperar o credibilidade da comunidade e mostrar para bandido que não se mexe com POLICIAL MILITAR, bandido que mexe com policial morre."

Enfim não é necessário que se criem novas polícias, mas sim que se coloque para trabalhar as forças já existentes e principalmente que se estabeleça cooperação entre todos para alcançar a tão sonhada tranqüilidade pública e paz social.


QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

domingo, 15 de julho de 2012

A SENSAÇÃO DO DEVER CUMPRIDO DE HOMENS E MULHERES QUE PRESTAM SERVIÇOS A CAUSA DA SEGURANÇA PÚBLICA NO MARANHÃO

A cada alvorecer, o reinício de uma constante batalha pela manutenção dos índices de violência e criminalidade em níveis aceitáveis na sociedade maranhense, esse é o desafio vivenciado por todos os integrantes dos órgãos de segurança que operam no Estado do Maranhão.
A luta opera-se de forma individual e coletiva no seio de cada órgão em uma busca da excelência, reinventando-se, colocando em prática estratégias, importando modelos, criando constantes expectativas a cada vitória alcançada.
Assim, as instituições vão cristalinizando as suas importâncias no contexto hodierno em que recursos e mão-de-obra, a cada dia ficam mais escassos, em face da demanda.
Patenteia-se em particular no Estado do Maranhão, a unificação das forças, gerando os resultados positivos, superando as suas fragilidades internas, quer em efetivo, quer em meios logísticos, quer em suas necessidades e há muitos anos a unidade federativa maranhense exporta tecnologia aos demais estados brasileiros e países que tendo notícias dos feitos realizados, captam o que de melhor foi feito, realizando experiências em suas áreas territoriais.
Os municípios participando efetivamente através de suas políticas locais, voltadas ao bem estar do cidadão, tendo como exemplos positivos e a ser seguida, a Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (SEMUSC) de São Luís, de Bequimão e de Timon, destacando a primeira, mais bem estruturada (atuando na aplicação da política municipal de segurança com cidadania, na prevenção primária do crime e da criminalidade, fomentando a construção de uma cultura de paz, bem como nas ações de defesa civil municipal e atividades preventivas de operadores de segurança pública no âmbito da Guarda Municipal de São Luís).
Sedimentam-se as importâncias que as Guardas Municipais vão alcançando, na medida em que vão se estruturando, equipando-se e contribuindo sobremaneira com as ações efetivadas pela Polícia Militar, único órgão presente em todos os municípios, apesar dos visíveis problemas enfrentados, ademais, participam de ações articuladas com os órgãos competentes da esfera estadual e federal.
Assim é elogiável o empenho e a iniciativa da SEMUSC na realização do III Seminário Municipal de Segurança Pública, com o tema "Guardas Municipais - Desenvolvendo Ações, fortalecendo Identidade", objetivando proporcionar um ambiente de reflexão e discussão, socialização de experiências, promovendo a integração, alinhando procedimentos, com vistas a aprimorar o conhecimento e fortalecer cada vez mais a atuação das guardas municipais do país, ocorrido no último dia 07.
Por sua vez o Estado do Maranhão demonstra a sua capacidade operativa e administrativa eficiente e eficaz através das seculares Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Civil, cada qual com as suas especificidades e peculiaridades, mais razoavelmente integradas, superando os seus maiores óbices – efetivo, pois atuam com menos de 50% de seus integrantes previstos em leis, num considerável período que já ultrapassa décadas. Mesmo assim atingem resultados surpreendentes, servindo de referências às suas congêneres no país.
Cumprindo com desenvoltura as suas competências constitucionais, cada integrante, age por dois, quer seja oficial ou praça PM/BM, delegado, médico legista, perito, escrivão ou agente e mesmo os desvios de conduta que alcançam números inexpressivos, não maculam a excelente prestação de serviços que devotam e oferecem a sociedade maranhense.
Com um projeto auspicioso, na atualidade, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) anuncia a criação da Unidade de Segurança Comunitária (USC) que tem como referência o modelo de Unidade de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro, adaptadas à realidade local. São previstas a criação e instalação de 24 em todo o Estado do Maranhão, a começar pela Vila Luisão na capital em um terreno de dois mil metros quadrados, localizada na Rua Peru. Para tanto, a SSP deu início, na manhã do dia 12 deste mês de julho, ao curso de capacitação para qualificar os policiais militares que comporão o quadro técnico da primeira Unidade.
Solidificando as ações no campo da segurança que ora se estendem aos órgãos federais no Maranhão: a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as forças militares (Exército Brasileiro, a Marinha e a Aeronáutica), a Receita Federal e outros órgãos que sem menos importância desde 1995 contribuíram sobremaneira na atenuação da crise de segurança pública que abalava o Estado.
Nessa época, o Maranhão vivia uma espécie de “era do terror”, a população vivia sobressaltada, segundo as notícias divulgadas nos matutinos locais - um período de assassinatos de encomenda, assaltos a bancos, carros-fortes, caminhões de carga, ônibus interestaduais, em sua grande maioria, ligados ao crime organizado.
Na contramão do dever e da responsabilidade funcional, segundo os anais existentes e divulgados, os quais, ficaram registrados para a triste história, o Cel ExB Francisco Mariotti, foi acusado de chefiar uma “máfia” na Polícia Militar do Maranhão, onde foram apontadas a existência de uma variada gama de irregularidades administrativas que foram apuradas por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembléia Legislativa, onde ao final de várias sessões, principalmente, após o depoimento do coronel José Rui Salomão in memorian, constatou a veracidade das acusações.
Sem condições morais de continuar a frente da briosa corporação maranhense, apesar de possuir contribuições à PMMA durante seu comando, Cel Mariotti, demitiu-se e foi substituído pelo Cel PM Manoel de Jesus Moreira Bastos, que iniciou um período áureo de saneamento institucional e operacional, destacando, a criação da Operação Impacto que articulava de forma unificada, as ações de segurança pública, a fim de restabelecer a ordem e pacificar o Estado.
A profícua articulação dos órgãos estaduais e federais logo passou a servir de modelo a outros estados brasileiros, notadamente São Paulo. A iniciativa também serviu para que o governo do Maranhão criasse o Grupo Tático Aéreo (GTA), hoje centro de excelência no combate a criminalidade terrestre e aérea.
Logo, a nível macro surge a figura de um dos mais proeminentes delegados da Polícia Federal, Raimundo Soares Cutrim, maranhense da Baixada, com um rol de excelentes serviços prestados em vários rincões desse país continental, com a sua marca registrada, passou a desarticular os principais bandos de criminosos que atuavam em território maranhense, o que o habilitou a desempenhar por mais de uma década o cargo de Secretário de Estado da Segurança Pública.
Os avanços obtidos na área da segurança pública ao longo dos tempos, sem sombra de dúvidas, deve-se ao devotamento e a abnegação dos homens e mulheres que desenvolveram e desenvolvem de forma proativa as suas atividades em todos os órgãos que operam diretamente ou indiretamente nesse mister, pois, mesmo enfrentando toda a sorte de dificuldades, em sua grande maioria e em particular os briosos e corajosos policiais e bombeiros militares cumprem o sagrado sacerdócio de defenderem a sociedade maranhense mesmo com o sacrifício da própria vida.
São Luís – MA, 13 de julho de 2012.

Ten Cel PMMA Carlos Augusto Furtado Moreira
Especialista em Gestão Estratégica em Defesa Social, Bacharel em Direito e Licenciado em História.
(98) 8826 4528 – 8138 2760
celqopmfurtado@hotmail.com – celqopmfurtado@gmail.com – www.celqopmfurtado.blogspot.com

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Monitoramento eletrônico instalado em Sergipe vem melhorando os resultados da Segurança Pública


As 46 câmeras de monitoramento eletrônico disponibilizadas pela Prefeitura Municipal de Sergipe, em vários pontos da capital, vem colaborando nos resultados da Segurança Pública. Os equipamentos instalados em toda a frota de transporte coletivo vem ajudando o Governo do Estado na identificação de pontos de maiores índices de violência. De acordo com o prefeito João Henrique, a instalação dos equipamentos reforça a qualidade do policiamento. "As câmeras ajudam no monitoramento do trânsito, na realização de ações socais, identificação de áreas onde a população descarta lixo fora dos horários e locais inapropriados e, nesses dias, disponibilizamos os equipamentos a total serviço da segurança pública", informou o prefeito. (Revista Segurança e Cia/SP, 06/02/2012)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Empresários e Ciosp se integram no combate ao crime


CIOPS - Natal/RN
 Parceria pretende agilizar o atendimento as vítimas e garantir ao Ciosp veracidade nas informações registradas. A parceria firmada entre o Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do RN (Siese/RN) e o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) para a criação de uma Central de Registro de Ocorrências, na sede do sindicato, é considerada inédita no Brasil e com ela, o sindicato pretende acelerar o atendimento as vítimas asseguradas pelas empresas sindicalizadas.
De acordo com a presidente do Siese/RN, Ivana Bezerra, a central funcionará como um "filtro" para todas as ocorrências registradas pelas empresas e informará ao Ciosp, em um ramal exclusivo, detalhes delas, garantindo ao órgão sua veracidade.
Durante o ciclo de palestras desta manhã, no simpósio regional, promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), em Natal, o major Carlos Cléber Macedo, diretor geral do Ciosp, falou sobre o sistema que integrará o sindicato ao órgão, e disponibilizou um ramal telefônico exclusivo para o Siese/RN. A presidente do sindicato estima que até o final deste ano, a Central esteja em pleno funcionamento.
Atualmente, existem no país mais de 12 mil empresas atuantes no segmento de sistemas eletrônicos de segurança, gerando cerca de 125 mil empregos diretos e mais de 1,4 milhões indiretos.
(Portal No Minuto/RN, 20/10/2011)

sábado, 26 de março de 2011

Entenda a situação da Segurança Pública no Brasil


ISTO VALE PARA TODO BRASIL 
Como Delegado de Polícia do Rio de Janeiro é meu dever moral e jurídico esclarecer ao povo carioca os motivos pelos quais enfrentamos este caos na Segurança Pública.
Em primeiro lugar, fique você sabendo que a nossa legislação permite que qualquer pessoa, independentemente de sua qualificação profissional, assuma o cargo de Secretário de Segurança Pública.
Isto significa que as Polícias Militar e Civil estão sob a direção de pessoas que nem sempre têm qualquer conhecimento jurídico e operacional para exercer sua função pública.
Isto significa também que o Governador eleito pelo povo indica o Comandante da Polícia Militar e o chefe de Polícia Civil, que podem ser demitidos a qualquer momento.
Estes por sua vez, indicam os comandantes de cada Batalhão e os Delegados Titulares de cada Delegacia, que por sua vez, são também afastados de seus cargos por qualquer motivo.
Digo, portanto, que a Polícia Civil é absolutamente política e serve aos interesses políticos dos que foram eleitos pelo povo. Quando os afastamentos de Delegados são políticos e não motivados por sua competência jurídica e operacional, o resultado é a total falta de profissionalismo no exercício da função.
Este é o primeiro indício de como a nossa Lei trata a Polícia. Se a Polícia é política quem investiga os políticos?
Você sabia que o papel da Polícia Militar é exclusivamente o patrulhamento ostensivo das nossas ruas?
E por isso é a Polícia que anda fardada e caracterizada e deve mostrar sua presença ostensiva, dando-nos a sensação de segurança.
Você sabia que o papel da Polícia Civil é investigar os crimes ocorridos, colhendo todos os elementos de autoria e materialidade e que o destinatário desta investigação é o Promotor de Justiça que, por sua vez, os levará ao Juiz de Direito que os julgará, absolvendo ou condenando?
Então, por que nossos governadores compram viaturas caracterizadas para a sua polícia investigativa? Então, por que mandam a Polícia Civil patrulhar as ruas e não investigar crimes?
Parece piada de muito mau gosto, mas é a mais pura e cristalina realidade.
Você sabia que o Poder Judiciário e o Ministério Público são independentes da Política e a Polícia Civil é absolutamente dependente?
Assim, a Polícia Civil é uma das bases que sustenta todo o nosso sistema criminal, juntamente com o Judiciário e o Ministério Público.
Se os Delegados de Polícia têm essa tamanha importância, por que são administrativamente subordinados à Secretaria de Segurança e a Governadores que são políticos?
Porque ter o comando administrativo da Polícia Civil de alguma forma serve aos seus próprios objetivos políticos, que passam muito longe dos objetivos jurídicos e de Segurança Pública.
Assim, quero dizer que o controle da Polícia Civil está na mão da política, isto é, do Poder Executivo.
Tais políticos controlam um dos tripés do sistema criminal, o que gera prejuízos tremendos e muita impunidade. Não é preciso ser inteligente para saber que sem independência não se investiga livremente. É por isso que os americanos criaram agências de investigação independentes para fomentar sua investigação criminal.
Em segundo lugar, fique você sabendo que os policiais civis e militares ganham um salário famélico.
Você arriscaria sua vida por um salário de fome?
Que tipo de qualidade e competência têm esses policiais?
Se a segurança pública é tão importante, por que não pagamos aos nossos policiais salários dignos, tais quais são os dos Agentes Federais? Se o Governo não tem dinheiro para remunerar bem quem é importante para nós, para que teria dinheiro?
Em minha opinião, há três tipos de policiais: os que são absolutamente corrompidos; os que oscilam entre a honestidade e a corrupção e os que são honestos.
Estes trabalham em no mínimo três "bicos" ou estudam para sair da polícia de cabeça erguida.
De qual dessas categorias você gostou mais?
Parece que com esses salários, nossos governantes, há tempos, fomentam a existência das primeira e segunda categorias.
É isto o que você quer para sua cidade? - Mas é isso que nós temos! É a realidade mais pura e cristalina!
O que vejo hoje são procedimentos paliativos de segurança pública destinados à mídia e com fins eleitoreiros, pois são elaborados por políticos. Mas então, o que fazer?
Devemos adotar uma política de segurança a longo prazo. A legislação deve conferir independência funcional e financeira à Polícia Civil com seu chefe eleito por uma lista tríplice como é no Judiciário e no Ministério Público.
A Polícia Civil deve ser duramente fiscalizada pelo Ministério Público que deverá também formar uma forte Corregedoria.
O salário dos policiais deverá ser imediatamente triplicado e organizado um sério plano de carreira.
Digo sempre que se a população soubesse qual a importância do salário para quem exerce a função policial, haveria greve geral para remunerar melhor a polícia. Mas a quem interessa que o policial ali da esquina ganhe muito bem? -
Será que ele vai aceitar um "cafezinho" para não me multar ou para soltar meu filho surpreendido com drogas?
Será que não é por isso também que não temos segurança?
Fiquem todos sabendo que se o policial receber um salário digno não mais haverá escalas de plantão e, conseqüentemente, não haverá espaço físico para que todos trabalhem todo dia, como deve ser.

Fiquem sabendo que a "indústria da segurança privada" se tornará pública, como deve ser.
Fiquem sabendo também que quem vai ao jornal defendendo legalização de emprego privado para policiais, não deseja segurança pública e sim, segurança para quem pode pagar.
Desafio à comunidade social e jurídica a escrever sobre estes temas e procurar uma POLÍTICA DE SEGURANÇA realmente séria e não hipócrita, como é a que estamos assistindo Brasil afora.

AUTORIZO A PUBLICAÇÃO IRRESTRITA DESTE TEXTO.
Façam um favor ao Estado do Rio de Janeiro, enviem para todas as pessoas que conhecerem. 

Dr. TARCÍSIO ANDRÉAS JANSEN - DELEGADO DE POLÍCIA 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

SEGURANÇA PÚBLICA SE FAZ COM CÉREBRO


Em entrevista ao Comunidade Segura o Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, defende que para que a Segurança Pública possa funcionar de forma plena deve se deixar de trabalhar com achismos, e ainda  num momento em que o país ainda se questiona sobre a inteligência das ações do Grupo de Ações Táticas Especiais no recente seqüestro em Santo André, que terminou com a morte de uma refém de 15 anos.
Ainda na entrevista declara que:
“O policial lida com pessoas e com situações diferentes a cada dia e deve desenvolver habilidades que permitam avaliar tecnicamente como agir em cada situação. A capacitação adequada e baseada no conhecimento científico, prático e nos estudos de caso impede que as emoções e os "achismos" sejam os comandantes das ações policiais. Sempre digo que no Brasil segurança pública sempre foi feita com o fígado, e não com o cérebro, que busca a técnica mais correta para cada situação.”


A falta de preparo não é dos policiais, conheço alguns que treina por conta própria e gastam mais de 1/3 do salário para sua qualificação profissional. Realmente como profissional de Segurança Pública a mais de 15 anos e já havendo trabalhado nas mais diversas atividades, desde trânsito, passando pelo policiamento ostensivo, penitenciária, atividade administrativa, segurança de autoridades, e inteligência de Governo, não acredito e sim, afirmo que o problema da Segurança Pública é único, é muita gerência política e falta de garantias e salário para os policiais, agentes penitenciários, guardas municipais, e vigilantes, porque hoje é inconcebível pensar em segurança e não dar o devido valor a cada um desses profissionais.

Segurança Pública são os homens e mulheres que a fazem, e não simplesmente burocratas sentados em birôs discutindo os erros dos policiais, queria que uma dessas autoridades que não conhecem a polícia ao menos por um dia passassem pela atividade de policiamento ostensivo, preferencialmente em incursões onde se pode ter a adrenalina de ter uma rajada de uma carabina passando a menos de 5 cm de sua cabeça, pois é, essa é a rotina de um policial, não saber se volta para casa e ainda deixar a família sem condições dignas de sobrevivência.

É muito fácil você trabalhar com um bom treinamento, ou melhor não é fácil, mas beneficia muito a atividade e torna a ação mais confiável e segura para a sociedade. Outro fator que deve ser comentado é que o policial que exerce suas atividades no Batalhão Especial de Pronto Emprego (Bepe), que “é um setor especializado de apoio à Força Nacional de Segurança Pública e surgiu como uma forma de disseminar doutrina e tecnologia de ponta para as polícias estaduais e de garantir a imediata atuação em casos de grave crise nos estados. Pela proposta, cada estado deve ceder 50 policiais durante um ano, entre homens e mulheres, para receberem treinamento.”. Essa declaração foi do Secretário, agora é importante mencionar que o policial do Bepe recebe uma bolsa que pode corresponder até três vezes o seu vencimento, dependendo de sua graduação/posto, e que por lá realmente se tornam policiais motivados. O problema é quando voltam a realidade falta de condições de trabalho e baixo salário essa motivação acaba e um policial bem treinado é prato cheio para as empresas de segurança privada e pior ainda os bicos, que muitas vezes são realizados com as armas oficiais.

A política de Segurança Pública tem que ser única e é necessário que se estabeleça uma identidade que deveria iniciar pelo seguinte:
- unificação da farda;
-Garantias constitucionais de inamovibilidade por ações de serviço, e de salário;
- Fornecimento de equipamentos individuais como coletes e rádios de transmissão;
- Treinamento unificado com aplicação de uma doutrina nacional de segurança e uma grade curricular unificada; e
- Exigência de ensino superior para profissionais de segurança.

Os cursos oferecidos pelo Senasp pelo sistema EAD, são realmente bons, contudo deveria se pensar em qualificar os profissionais de segurança garantido a eles o 3º Grau, através do EAD, pois já foi autorizado pelo MEC os cursos voltados aos profissionais de segurança, ver blog http://joselitomendes.blogspot.com/2010/02/ministerios-oferecem-cursos-superiores.html, essa seria uma forma de começar a mudar a forma como os profissionais de segurança são observados pela sociedade.

Observei um comentário que achei de extrema importância na entrevista realizado ao Secretário Nacional , cito na integra:
“As políticas de segurança pública no Brasil devem começar pelo Poder Público local que são os Prefeitos. As autoridades precisam entender de uma vez por todas que o crime não nasce grande, ele toma formas conforme a ineficácia do Estado em combatê-lo. Nós temos vários exemplos no mundo de Polícias Locais, as chamadas Polícias Municipais que agem na origem do problema e que são efetivamente comunitárias em suas origens. O Pronasci é um instrumento de muito valor agregado se tiver como prioridade, o policiamento comunitário , e isso pode e deve ser feito por quem já o faz, as nossas Guardas Municipais, que as PMs tanto repudiam. Porque não quebrar paradigmas e inserir essa nova polícia que aí está. A história nos mostra que as Guardas Municipais já eram polícia desde a época do Brasil Império quando foram comandadas pelo glorioso Duque de Caxias em 1832 e a história ducentenária dessas corporações se mistura com a própria história das PMs estaduais. Acreditamos no nosso Secretário Nacional de Segurança Pública, pois é uma pessoa altamente capacitada para o cargo que exerce, acreditamos no policiamento comunitário, acreditamos na eficiência do trabalho das Guardas Municipais nesse contexto e por fim, acreditamos no nosso País. Tripé de segurança pública, União, Estados Membros e Municípios, uma solução viável para contermos a escalada da violência no Brasil, esse é o caminho.”

É importante que seja esclarecido que a PM não repudia a guarda municipal, mas sim alguns políticos que a vem como mais uma forma de onerar a sua administração e da responsabilidade que advém de sua formação. A guarda municipal bem formada com treinamento adequado e com doutrina pré-estabelecida realizaria o mesmo serviço que é realizado pela polícia militar(que hoje em função da infinitas atribuições deixa de realizar a sua atividade constitucional para realizar diversas outras atividades, como o combate as drogas, ecoterapia, entre outros, esclareço desde já que não sou contra esses projetos mas acho que é uma carga a mais para quem já tem muito a fazer e não consegue cumprir de forma satisfatória suas atividades. 

Enfim não é necessário que se criem novas polícias, mas sim que se coloque para trabalhar as forças já existentes e principalmente que se estabeleça cooperação entre todos para alcançar a tão sonhada tranqüilidade pública e paz social.

QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Entenda a situação da Segurança Pública no Brasil!



ISTO VALE PARA TODO BRASIL 
Como Delegado de Polícia do Rio de Janeiro é meu dever moral e jurídico esclarecer ao povo carioca os motivos pelos quais enfrentamos este caos na Segurança Pública.
Em primeiro lugar, fique você sabendo que a nossa legislação permite que qualquer pessoa, independentemente de sua qualificação profissional, assuma o cargo de Secretário de Segurança Pública.
Isto significa que as Polícias Militar e Civil estão sob a direção de pessoas que nem sempre têm qualquer conhecimento jurídico e operacional para exercer sua função pública.
Isto significa também que o Governador eleito pelo povo indica o Comandante da Polícia Militar e o chefe de Polícia Civil, que podem ser demitidos a qualquer momento.
Estes por sua vez, indicam os comandantes de cada Batalhão e os Delegados Titulares de cada Delegacia, que por sua vez, são também afastados de seus cargos por qualquer motivo.
Digo, portanto, que a Polícia Civil é absolutamente política e serve aos interesses políticos dos que foram eleitos pelo povo. Quando os afastamentos de Delegados são políticos e não motivados por sua competência jurídica e operacional, o resultado é a total falta de profissionalismo no exercício da função.
Este é o primeiro indício de como a nossa Lei trata a Polícia. Se a Polícia é política quem investiga os políticos?
Você sabia que o papel da Polícia Militar é exclusivamente o patrulhamento ostensivo das nossas ruas?
E por isso é a Polícia que anda fardada e caracterizada e deve mostrar sua presença ostensiva, dando-nos a sensação de segurança.
Você sabia que o papel da Polícia Civil é investigar os crimes ocorridos, colhendo todos os elementos de autoria e materialidade e que o destinatário desta investigação é o Promotor de Justiça que, por sua vez, os levará ao Juiz de Direito que os julgará, absolvendo ou condenando?
Então, por que nossos governadores compram viaturas caracterizadas para a sua polícia investigativa? Então, por que mandam a Polícia Civil patrulhar as ruas e não investigar crimes?
Parece piada de muito mau gosto, mas é a mais pura e cristalina realidade.
Você sabia que o Poder Judiciário e o Ministério Público são independentes da Política e a Polícia Civil é absolutamente dependente?
Assim, a Polícia Civil é uma das bases que sustenta todo o nosso sistema criminal, juntamente com o Judiciário e o Ministério Público.
Se os Delegados de Polícia têm essa tamanha importância, por que são administrativamente subordinados à Secretaria de Segurança e a Governadores que são políticos?
Porque ter o comando administrativo da Polícia Civil de alguma forma serve aos seus próprios objetivos políticos, que passam muito longe dos objetivos jurídicos e de Segurança Pública.
Assim, quero dizer que o controle da Polícia Civil está na mão da política, isto é, do Poder Executivo.
Tais políticos controlam um dos tripés do sistema criminal, o que gera prejuízos tremendos e muita impunidade. Não é preciso ser inteligente para saber que sem independência não se investiga livremente. É por isso que os americanos criaram agências de investigação independentes para fomentar sua investigação criminal.
Em segundo lugar, fique você sabendo que os policiais civis e militares ganham um salário famélico.
Você arriscaria sua vida por um salário de fome?
Que tipo de qualidade e competência têm esses policiais?
Se a segurança pública é tão importante, por que não pagamos aos nossos policiais salários dignos, tais quais são os dos Agentes Federais? Se o Governo não tem dinheiro para remunerar bem quem é importante para nós, para que teria dinheiro?
Em minha opinião, há três tipos de policiais: os que são absolutamente corrompidos; os que oscilam entre a honestidade e a corrupção e os que são honestos.
Estes trabalham em no mínimo três "bicos" ou estudam para sair da polícia de cabeça erguida.
De qual dessas categorias você gostou mais?
Parece que com esses salários, nossos governantes, há tempos, fomentam a existência das primeira e segunda categorias.
É isto o que você quer para sua cidade? - Mas é isso que nós temos! É a realidade mais pura e cristalina!
O que vejo hoje são procedimentos paliativos de segurança pública destinados à mídia e com fins eleitoreiros, pois são elaborados por políticos. Mas então, o que fazer?
Devemos adotar uma política de segurança a longo prazo. A legislação deve conferir independência funcional e financeira à Polícia Civil com seu chefe eleito por uma lista tríplice como é no Judiciário e no Ministério Público.
A Polícia Civil deve ser duramente fiscalizada pelo Ministério Público que deverá também formar uma forte Corregedoria.
O salário dos policiais deverá ser imediatamente triplicado e organizado um sério plano de carreira.
Digo sempre que se a população soubesse qual a importância do salário para quem exerce a função policial, haveria greve geral para remunerar melhor a polícia. Mas a quem interessa que o policial ali da esquina ganhe muito bem? -
Será que ele vai aceitar um "cafezinho" para não me multar ou para soltar meu filho surpreendido com drogas?
Será que não é por isso também que não temos segurança?
Fiquem todos sabendo que se o policial receber um salário digno não mais haverá escalas de plantão e, conseqüentemente, não haverá espaço físico para que todos trabalhem todo dia, como deve ser.
Fiquem sabendo que a "indústria da segurança privada" se tornará pública, como deve ser.
Fiquem sabendo também que quem vai ao jornal defendendo legalização de emprego privado para policiais, não deseja segurança pública e sim, segurança para quem pode pagar.
Desafio à comunidade social e jurídica a escrever sobre estes temas e procurar uma POLÍTICA DE SEGURANÇA realmente séria e não hipócrita, como é a que estamos assistindo Brasil afora.

AUTORIZO A PUBLICAÇÃO IRRESTRITA DESTE TEXTO.
Façam um favor ao Estado do Rio de Janeiro, enviem para todas as pessoas que conhecerem. 

Dr. TARCÍSIO ANDRÉAS JANSEN - DELEGADO DE POLÍCIA