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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Câmeras de segurança representam hoje 1º passo para solução dos crimes

Joselito Mendes Costa - Especialista em Segurança
As lentes das câmeras estão 24 horas de olho no que acontece ao seu redor

Não existe um levantamento específico da polícia sobre o assunto, mas em todos os crimes que atingiram repercussão na imprensa neste ano em São Paulo as imagens produzidas por elas acabaram sendo usadas em algum momento das investigações. O crescimento da importância delas foi tão grande que, segundo o delegado geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro, as câmeras de segurança representam hoje o primeiro passo para solucionar os crimes.

- Com a evolução da sociedade, o crime também vai evoluindo e a polícia precisa se valer de novas tecnologias, que antigamente eram mais caras e ruins, comparadas com as de hoje. Mas elas [as câmeras] são hoje o primeiro passo para solução [dos crimes]. Em Londres, por exemplo, o policial acompanha as ações pelas câmeras e faz até cidadão pegar a bituca de cigarro que ele jogou no chão.

Há dez anos, mercado de segurança cresce 13%

Para Carneiro, as câmeras têm duas funções na segurança: inibir o crime e ajudar a identificar o bandido.

- Recentemente, vários criminosos foram identificados com a ajuda destes equipamentos. Nesses casos que aconteceram há pouco tempo, de roubos a restaurantes em São Paulo, vários [bandidos] foram identificados, inclusive pelas roupas usadas no dia do crime. Teve um latrocínio, por exemplo, em Praia Grande, em que câmeras de segurança mostraram tudo que aconteceu.

Além dos estabelecimentos comerciais, como bancos, restaurantes e bares, as câmeras instaladas em áreas de uso privativo - como condomínios e residências - têm cada vez mais ajudado a polícia a esclarecer crimes. De acordo com Carneiro, a difusão da tecnologia permite que qualquer cidadão passe a registrar “crime, desastre e acidente” e contribua, de forma direta, com as investigações policiais.

Tentativa de defesa

De acordo com o professor de Direito Criminal da PUC-SP (Pontifícia Universidade de São Paulo), Christiano Jorge Santos, o uso das câmeras de segurança deve crescer ainda mais nos próximos anos porque esses equipamentos são a forma que o cidadão encontrou para se "defender” dos crimes mais comuns (furtos e roubos). Porém, segundo ele, para que essas câmeras ajudem efetivamente, elas precisam “ser adequadas”.

- Se um bandido estiver em frente a um condomínio, claro que ele tenderá a procurar um lugar que esteja menos protegido. A mera colocação da câmera para controle já é alguma coisa. Mas para ajudar nas soluções [investigações da polícia] é preciso considerar a resolução da imagem, se [a câmera] é de boa qualidade, e também se ela grava e envia [as imagens] para um arquivo remoto.

Luiz Landini, diretor da empresa de segurança eletrônica G-Eletro, diz que atualmente existem "de câmeras simples de monitoramento" até “cercas virtuais” para casas e condomínios.

- A empresa tira uma fotografia do local e o software que usamos desenha uma cerca virtual. Então, quando tem qualquer cruzamento térmico [variação de calor provocada pela passagem de alguém], as câmeras instaladas acompanham toda a ação. Essa tecnologia é geralmente usada em locais de grande extensão.

O professor da PUC ressalta que como a popularização de dispositivos de monitoramento por imagem acompanha o aumento da violência, cada vez mais a população do país passará a se sentir monitorada.

- Hoje em dia não pode fazer uma careta dentro do elevador porque está sendo filmado. Mas se é para ajudar na segurança, se releva. Tudo deve ser ponderado. O direito a segurança e a privacidade são garantidos pela constituição.

Para Santos, porém, a principal discussão relacionada as câmeras de segurança não é a perda da privacidade que elas podem vir a causar, mas sim o fato de esses dispositivos não serem a "chave" para solucionar a criminalidade. Segundo ele, é preciso seriedade na segurança pública para melhorar as condições em que vive asociedade brasileira.

- É preciso mudar a legislação, ter maiores investimentos na área, melhorar a qualidade do policiamento, dar mais liberdade de ação para policiais honestos e limpar os corruptos.

(22 de Setembro de 2011 - Portal R7)

Um comentário:

  1. Caro Mendes. É oportuno suas considerações sobre essa tecnologia que sem sombra de dúvidas proporciona um auxílio importante para todos, principalmente aos que operam na área de defesa social. Entretanto, é interessante lembrar que os governos precisam investir em efetivos, pelo menos completar os claros existentes e as instituições desenvolverem seus mecanismos de controle e fiscalização que com certeza serão passos importantes para contribuir na diminuição dos fenômenos da violência e criminalidade. Ten Cel QOPM Furtado.

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